Cestos e Empalhamentos

Um sítio de divulgação de obras artesanais feitas com verga e vime

sábado, 24 de março de 2012

Workshop em Montemor-o-Velho, Início à cestaria.

Publicada por José J. Domingos à(s) 23:23 Sem comentários:

Primeiros passos.

Publicada por José J. Domingos à(s) 23:02 Sem comentários:

Início do fundo.

Publicada por José J. Domingos à(s) 22:58 Sem comentários:

O cesto.

Publicada por José J. Domingos à(s) 22:42 Sem comentários:

sexta-feira, 23 de março de 2012

Garrafão de 50 L.

Publicada por José J. Domingos à(s) 11:25 Sem comentários:

quinta-feira, 22 de março de 2012

Empalhamento de garrafão de 50 L.

Publicada por José J. Domingos à(s) 19:35 Sem comentários:

Boleira. B. 5L. Concluida.

Publicada por José J. Domingos à(s) 00:15 Sem comentários:

quarta-feira, 21 de março de 2012

Boleira. B. 5L.

Publicada por José J. Domingos à(s) 23:31 Sem comentários:

Acabamento de boleira. B. 5 L.

Publicada por José J. Domingos à(s) 23:27 Sem comentários:
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José J. Domingos
Beja, Baixo Alentejo, Portugal
Gosto de fazer cestos com verga de salgueiro e conhecer pessoas com interesse neste tipo de artesanato.
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CARTA DE ARTESÃO

CARTA DE ARTESÃO
Considero que é apenas uma formalidade, por isso, permito-me a opinar que deveria ter validade vitalícia

A cestaria

A cestaria é das actividades mais antigas que se conhecem, mesmo entre as sociedades que, não dominando as técnicas agrícolas , tinham necessidade de transportar os produtos da colecta e de transferir os haveres no processo de nomadização. Nalgumas sociedades, ditas primitivas, a cesta está associada à mulher, representa o território e a marca feminina no cenário da representação social, não podendo ser tocada pelo homem. Na nossa sociedade, porém, são geralmente os homens quem se dedica à manufactura deste artefacto. A cestaria é uma das profissões artesanais que, tendo perdido terreno face ao fabrico em série da industria (plástico madeira metais), conseguiu recuperar uma posição significativa na parafernália doméstica, não apenas pela sua função decorativa e estética, mas essencialmente por força da sua função utilitária. No Alentejo, a cestaria é variada, de acordo com a disponibilidade dos materiais, as necessidades impostas pela vida rural e imaginação dos artesãos. A matéria prima é caleidoscópica: dos ramos das acácias , passando pela mimosa, pelo lódão e pela palha de centeio (hoje em desuso nestas paragens, mas vulgar há uma centena de anos); da casca da silva e dos ramos de salgueiros, às giestas, ao piorno, ao junco, ao castanho, ao carrasqueiro (ou “pé de burrico”) e ao loendro (“tão difícil de trabalhar”), mão habilidosas e calejadas por trabalhos doutros tempos, sabem dar forma estética e prática ao embaraço que a imaginação do artista sabe domesticar. A utilidade das peças são muitas: cestos para o pão, lancheiras e cestos de costura, cabanejos para as azeitonas, alcofas e balaios, tabuleiros e roupeiros, canastras e suportes para cântaros. A situação agonística de algumas actividades artesanais é bem ilustrada pelo desabafo de um cesteiro septuagenário alentejano que já só faz cestos “quando está triste, quando tem saudades dos filhos, ou quando a mulher o amola”. É uma realidade indesmentível que o artesanato em geral, e a cestaria em particular, se encontra, se tece, se trama e se burila nas mão mais velhos. Estes, que constituem afinal a fonte de toda a cultura tradicional, são o elo de ligação com outras gerações, não para matar saudades e encher os manuais de nostalgia, mas como verdadeiros transmissores de conhecimentos ancestrais. A rentabilidade económica da cestaria, muitas vezes aliada à pluriactividade, é inquestionável. Com a crescente procura das raízes rurais por parte de segmentos importantes das populações urbanas, a cestaria do Alentejo constitui um desafio para as gerações mais jovens.

Francisco Martins Ramos, ARTESANATO DA REGIÃO DO ALENTEJO


O instinto do entrançado, fundamento da cestaria

- A natureza fornece numerosos exemplos de entrançados espontâneos.
- A arte de entrelaçar os materiais é instintiva, os animais praticam-na com talento.
- A cestaria é um entrelaçamento de materiais ordenados segundo um esquema pré-definido.
- Pode-se fazer cestaria sem ferramentas, ou com uma ferramenta extremamente simples (p. e. sílex);
- A cestaria é uma arte oportunista que valoriza um ambiente de proximidade...
- É também uma arte utilitária que responde às necessidades dos homens e das suas sociedades.
- As técnicas de cestaria são universais...
- Mas elas produzem uma diversidade de formas verdadeiramente excepcional.
in Bernard Bertrand, La vannerie Sauvage

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ARTIGO DESCRITIVO

A cestaria é uma actividade muito antiga. Provavelmente , os cestos foram dos primeiros artefactos criados pelo homem, cuja utilidade nunca perdeu a sua razão de ser.

Com o aparecimento da indústria do plástico, com a falta de apoio aos artesãos e também pelo desinteresse dos jovens nas Artes e Ofícios Tradicionais, a cestaria tem perdido muito do seu esplendor. Contudo não posso deixar de referir as potencialidades do salgueiro branco - salix saliceae - como fonte inesgotável da matéria prima utilizada pelos artesãos na manufactura dos cestos. Como se vem verificando as margens
dos nossos rios e ribeiras estão repletas desta planta, como bem documentam as imagens recolhidas no Guadiana, no Sado e Ribeira de São Barnabé. Pois é com os caules desta planta, um pouco de saber e de imaginação do artesão, que se pode construir o mais variado tipo de cestos, desde os mais rudes aos mais delicados. O salgueiro é uma planta selvagem que se
não fôr podada anualmente, transformam-se em bosques
impenetraveis, sem qualquer utilidade. A poda deve ser feita
em Novembro. As astes atingem a sua maturação normal um ano após a sua poda. Devem ser colhidas nos meses de Março
ou Abril, por ser muito fácil a extracção da sua casca.

Tema Janela desenhada. Com tecnologia do Blogger.